Postado por Dra. Paula Vieira
A dúvida entre operar ou partir diretamente para a reprodução assistida é extremamente comum entre mulheres com endometriose e adenomiose que desejam engravidar. Essas duas condições ginecológicas, apesar de distintas, podem impactar significativamente a fertilidade feminina e exigem uma abordagem estratégica, individualizada e baseada em evidências.
Mais do que escolher um caminho “padrão”, é fundamental compreender critérios médicos, resultados esperados e como essa decisão deve ser personalizada para cada paciente, especialmente em um contexto como São Paulo, onde há amplo acesso a tratamentos de alta complexidade.
A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, podendo acometer ovários, trompas, ligamentos pélvicos e outros órgãos. Já a adenomiose caracteriza-se pela infiltração desse tecido na musculatura uterina, alterando a anatomia e a função do útero.
Ambas as condições podem interferir na fertilidade por diferentes mecanismos: inflamação crônica, alterações anatômicas, comprometimento da qualidade dos óvulos, dificuldade de implantação embrionária e aumento do risco de abortamento. No entanto, o impacto varia muito de mulher para mulher, o que reforça a importância de uma avaliação especializada.
A cirurgia para endometriose ou adenomiose não deve ser vista como regra para todas as pacientes inférteis. Ela é considerada principalmente quando há dor intensa, comprometimento importante da anatomia pélvica ou quando a doença interfere diretamente na função dos órgãos reprodutivos.
Em casos de endometriose profunda, com envolvimento de intestino, bexiga ou ovários, a cirurgia pode melhorar sintomas e, em situações bem selecionadas, favorecer a fertilidade natural ou preparar o organismo para tratamentos futuros. Já na adenomiose, a indicação cirúrgica é ainda mais criteriosa, pois procedimentos extensos podem impactar negativamente a reserva uterina e dificultar a gestação.
Um ponto essencial é que cirurgias repetidas, especialmente nos ovários, podem reduzir a , diminuindo as chances de sucesso reprodutivo. Por isso, operar sem critérios claros pode atrasar o projeto reprodutivo.
Para muitas mulheres com endometriose ou adenomiose, especialmente acima dos 35 anos, a reprodução assistida pode ser o caminho mais eficiente e seguro. Técnicas como a fertilização in vitro permitem contornar fatores anatômicos, otimizar o uso dos óvulos disponíveis e reduzir o tempo até a gestação.
Em pacientes com reserva ovariana reduzida, histórico de infertilidade prolongada ou falhas prévias de tratamento, insistir em cirurgia pode significar perda de tempo reprodutivo precioso. Nesses casos, a decisão de ir direto para a reprodução assistida costuma apresentar melhores resultados globais.
A decisão entre cirurgia e reprodução assistida leva em conta uma série de critérios clínicos e reprodutivos. Entre os principais estão idade da paciente, intensidade dos sintomas, extensão da doença, reserva ovariana, tempo de infertilidade e histórico de tratamentos anteriores.
Não existe uma resposta única. O que existe é uma análise cuidadosa que integra exames de imagem, avaliações hormonais e, principalmente, os objetivos da paciente. Essa condução estratégica é um dos grandes diferenciais no tratamento da infertilidade associada à endometriose e à adenomiose.
Os resultados variam conforme o perfil da paciente. Em mulheres jovens, com doença leve e boa reserva ovariana, a cirurgia pode oferecer benefícios tanto para controle dos sintomas quanto para a fertilidade. Já em casos mais avançados ou em idades mais elevadas, a reprodução assistida tende a apresentar taxas de sucesso superiores.
É importante destacar que a cirurgia não “cura” a endometriose ou a adenomiose. Ambas são doenças crônicas e podem recidivar. Por isso, muitas vezes a reprodução assistida é indicada como estratégia para alcançar a gestação antes que a progressão da doença comprometa ainda mais a fertilidade.
Os preços de cirurgias ginecológicas e dos tratamentos de reprodução assistida em São Paulo variam de acordo com a complexidade do caso, necessidade de equipe multidisciplinar, uso de tecnologias avançadas e número de ciclos necessários.
Mais importante do que comparar valores isolados é compreender o custo-benefício de cada decisão. Um planejamento inadequado pode resultar em múltiplos procedimentos, maior desgaste físico e emocional e aumento global dos custos. A avaliação personalizada permite traçar o caminho mais eficiente e seguro desde o início.
Decidir entre operar ou ir direto para a reprodução assistida exige experiência, atualização científica e sensibilidade. Não se trata apenas de tratar a doença, mas de preservar o potencial reprodutivo e respeitar o tempo biológico da mulher.
A Dra. Paula Vieira é ginecologista especialista em reprodução humana, com ampla experiência no acompanhamento de pacientes com endometriose e adenomiose. Seu trabalho é reconhecido por unir rigor técnico, altas taxas de sucesso e um atendimento profundamente acolhedor, focado em decisões conscientes e individualizadas.
A Dra. Paula Vieira realiza atendimento presencial em São Paulo – SP e também por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior. Fluente em inglês e espanhol, oferece acompanhamento completo desde o diagnóstico até o tratamento reprodutivo mais adequado para cada caso.
Se você convive com endometriose ou adenomiose e deseja entender qual é o melhor caminho para engravidar, agende uma consulta e receba uma avaliação cuidadosa, baseada em ciência, experiência e acolhimento.
IMPORTANTE: Somente médicos devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. Agende uma consulta para maiores informações.
DRA. Paula Ferreiro
Dra. Paula Ferreiro é uma ginecologista especialista em fertilidade que valoriza confiança e informação. Sua abordagem leve e acolhedora transforma consultas em ambientes agradáveis.
CRM 129376-SP - RQE 69318
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